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Não Há Gente Como a Gente

Um blogue. Um podcast. Um par de palermas.

Não Há Gente Como a Gente

Um blogue. Um podcast. Um par de palermas.

13º dia de quarentena.

Os electrodomésticos começam a ficar hostis.

A torradeira queima imediatamente qualquer fatia de pão que eu lá ponha. Já o microondas parece ter optado pela estratégia oposta, de não aquecer aquilo que lhe peço. Estou há duas horas a aguardar que amorneça uma sopa.

A máquina de lavar a roupa descolorou-me as cuecas, que agora parecem lindos chapéus da moda contemporânea. Talvez ainda lhes dê uso quando isto acabar.

O congelador do frigorífico está a criar quantidades enormes de gelo, de tal forma que já é pouco o espaço que lá tenho para colocar alimentos. Penso que seja uma estratégia para me ir matando à fome aos poucos.

O fogão está só armado em parvo, a mandar bocas foleiras. E, sendo que tem quatro bocas, até irrita bastante.

Mas o mais grave é que aconteceu hoje a primeira declaração aberta de guerra. O forno queimou-me o dedo grande da mão esquerda.

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Não sei quanto mais tempo consigo aguentar a paz podre que se vive neste lar.

Até tirava a t-shirt para andar à bulha, mas não consigo. A máquina encolheu-a.

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