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Não Há Gente Como a Gente

Um blogue. Um podcast. Um par de palermas.

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"Os Semanadores" - Os novos super-heróis.

Depois de assistir ao sucesso de "Os Vingadores", decidi também criar um grupo de super-heróis, a ver se consigo receber nem que seja um décimo do dinheiro que os tipos da Marvel fizeram.

Até optei por ser mais sucinto, já que, enquanto os Vingadores são cerca de 15.814, o meu grupo de super-heróis consiste em apenas sete. Conheçam, portanto, "Os Semanadores":

 

Capitão Domingo: Também conhecido por "Primeiro Semanador" – por ser o mais velho –, é também o mais preguiçoso do grupo, e passa dias inteiros a dormir. Por isso tem os músculos entorpecidos e está bastante subnutrido, o que o impede de fazer muitos movimentos bruscos e de estar a mais de dez metros de uma fonte de água potável. Muito caseirinho, prefere ficar por casa a ver filmes sobre outros super-heróis, sempre vestido com um par de calças de pijama às riscas (com algumas manchas de sopa) e uma t-shirt das últimas eleições norte-americanas dois tamanhos abaixo. É também o mais nervoso do grupo, porque está sempre a pensar no que pode correr mal assim que chegar o...

SegHulk-a-Feira: É grande, tanto que parece que nunca mais acaba. É o mais mal-disposto, mas também é o que adianta mais trabalho. Contudo, nenhum dos outros Semanadores gosta muito da presença dele, porque a sua instabilidade emocional, principalmente se não beber café logo de manhã, torna-o imprevisível. Para contrabalançar a vida sedentária do Capitão Domingo, vai sempre ao ginásio e toma muitos esteróides, o que faz com que a sua pele tenha uma tonalidade esquisita e que ande maioritariamente só de calças para mostrar os músculos.

Thorça-Feira: É muito jeitoso com pequenos trabalhos de bricolage. Anda sempre com um martelo caso seja preciso, o que o torna indispensável caso o plano para derrotar os inimigos envolva pendurar um quadro ou construir uma pequena cabana. Um dia estava a mudar uma lâmpada no quartel-general dos Semanadores e levou um choque, o que fez com que às vezes tenha uns espasmos e lance uns raios porreiros para fazer o fogo em dias mais calmos de churrasco.

Quarta-Negra: Há quem desconfie que ande enrolada com o SegHulk-a-Feira, porque são ambos Semanadores com muito mau feitio e de quem pouca gente gosta. Fazia ginástica na escola, e chegou a representar a sua vila nos campeonatos distritais. Por isso, é sobre ela que recaem as tarefas físicas que exigem mais flexibilidade, como esconder-se dentro de uma caixa de pizza ou procurar documentos confidenciais do Governo debaixo de sofás.

Quinta-Formiga: É tão pequenino que às vezes ninguém dá por ele, e isso é óptimo em lutas contra vilões que sejam particularmente míopes, ou que não tenham assim tanta atenção ao detalhe. Isto permite que se consiga infiltrar em todo o tipo de locais, desde canos de esgoto e condutas de ar até a veias entupidas por colesterol e que necessitem de um catéter meio para o improvisado.

Spider-Sexta: Sendo o mais jovem do grupo, é muito divertido, mas também muito imaturo. Foi picado por uma aranha radioactiva, e por isso tem apenas cerca de dois meses de vida (porque é assim que as coisas funcionam no mundo real). Por isso, decidiu aproveitar o pouco tempo que lhe resta para lutar contra as forças do mal e, nos tempos livres, saltar de discoteca em discoteca, a ver de alguma garota cai na sua teia.

Sábado-de-Ferro: O galã, o milionário. Gosta muito de esbanjar dinheiro e de mostrar que é esperto. Gasta balúrdios em vários fatos para tentar impressionar os seus colegas, apesar de parecerem bastante desconfortáveis e terem combinações de cores que não dão com nada. Tem problemas de coração, por causa da boa vida que leva, e por isso, aos trinta e tal anos, já tinha um pacemaker. Junto com o Capitão Domingo, são uma espécie de líderes do grupo, embora nem sempre se dêem bem, porque têm feitios muito diferentes e porque um dia o outro pediu vinte dólares emprestados e ainda nunca os devolveu.

 

Juntos, eles são: os Semanadores!

Brevemente num ou dois cinemas perto de si, dependendo do preço que cada um pedir para exibir o filme.

O pecado moderno de não gostar de sushi.

Experimentei três vezes e não gostei. Com pessoas diferentes, em sítios distintos, e mesmo assim nunca achei prazeroso. Não me interpretem mal, foi bom experimentar, mas o que me faz mais confusão é mesmo meter aquilo cru na boca. Sou assim com os vegetais, e agora também admito aqui que o sou com... o sushi.

 

Sim, suas mentes perversas, é verdade: eu não gosto de sushi. Desculpem, sei que devia ser melhor do que isso nos tempos que correm, e que a imagem que tinham de mim era a de um dandy cosmopolita e modernaço que enfarda peixe cru como um pequeno urso-pardo.

 

Mas não. Não papo sushi, literalmente. Ponto. Aliás, três tentativas parece-me mais do que suficientes para poder partilhar convosco esta notícia com toda a convicção. E, por favor, abstenham-se de dar palpites, porque não tenho tempo de vida para experimentar todos os sítios que cada um de vocês acha que me vai fazer mudar de ideias.