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Não Há Gente Como a Gente

Um blogue. Um podcast. Um par de palermas.

Não Há Gente Como a Gente

Um blogue. Um podcast. Um par de palermas.

28º dia de quarentena.

Não sei que dia é, e já só tenho uma vaga ideia de que horas são.

Por falta de outros meios de diversão aproveitei os calendários para jogar ao bingo, e já nenhum relógio da casa tem pilhas porque usei os electrólitos que tinham dentro para desinfectar as bolas à medida que iam saindo da tômbola.

Também para ajudar ao desnorte, chegou há uns dias (não sei bem quantos) a mudança para a hora de Verão. Uma pessoa já estava habituada ao ritmo de Inverno e agora tem de adormecer mais cedo para ver se não apanha um escaldão na cama logo pela manhã.

Aliás, não me posso sequer aproximar das janelas para ver em que posição está o Sol, porque a deficiência de vitamina D já é tanta que me tornei uma espécie de vampiro hipocondríaco.

Nem os aparelhos electrónicos me podem dar alguma dica. Deliguei-os todos, porque já não aguentava tantas notícias. Antes era a voz do Rodrigo Guedes de Carvalho a explicar coisas na televisão que me indicava que já eram horas de jantar. Hoje, quiçá, vou jantar às cinco da manhã, porque já ninguém me explica nada.

Por favor, confirmem-me só se já chegámos a Julho de 2023.

É porque combinei um casamento com uma pessoa para essa altura, e se eu não aparecer no altar ela vai ficar bastante chateada.